28.1.15

Maleitas da maternidade

Uns quatro meses depois do nascimento da Eva comecei a sentir os braços dormentes de noite. Pensei que seria da cervical, fui ao osteopata e a coisa não melhorou. Depois pensei que seria por carregar diariamente com o peso de um bebé de mais de cinco quilos. Fui ao kinesiterapeuta e nada. 

Fui piorando até deixar de sentir dois dedos da mão esquerda. Depois de mais algumas voltas e exames, veredicto: canal do cárpio esquerdo severamente afectado e a precisar de ser operado JÁ, sob pena de poder perder a sensibilidade da mão para sempre! E este foi na passada segunda-feira. Agora escrevo-vos com uma só mão e faço a minha vida com ajuda de mãos externas (marido e sogra). 

Pensei que isto eram coisas de pessoas mais velhas, mas ao que parece até é muito comum após a gravidez (devido a retenção de líquidos e afins). 

Por agora parece que tenho uma mão biónica, com movimentos lentos e delicados. Espero ganhar força e recuperar-me rapidamente porque a Eva olha-me com ar de "mamã, porque é que já não me pegas ao colo?!"

Quanto à mão direita vamos ver como evolui, se não pode vir a ter o mesmo destino...

22.1.15

O outro lado do paraíso

A televisão francesa passou, outro dia, uma reportagem sobre as Maldivas, e desde esse dia que fiquei sem vontade de lá ir.

O problema não são as suas águas cristalinas com peixes de todas as cores, o problema é o que há do outro lado...

As Maldivas têm mais de 1000 ilhas (200 e poucas habitadas), mas para que aquelas ilhas de sonho que aparecem nos postais estejam assim como as conhecemos, os restantes habitantes vivem em ilhas entupidas de lixo. Sim, porque o lixo produzido pelos hotéis e seus turistas tem que ir para algum lado. Os verdadeiros habitantes das Maldivas não acordam todos os dias com aquelas paisagens deslumbrantes, mas antes com fumos tóxicos e lixo, lixo, lixo por todo o lado.

Se tiverem alguma curiosidade, espreitem a reportagem aqui (está é em francês):


Uma pequena amostra do que se passa por lá

Isto é uma treta: quanto mais informação temos, quanto mais esclarecidos somos, mais limitados nos sentimos. Ou melhor, temos um poder de decisão maior, limitado pela nossa consciência. Isto é válido para este caso das Maldivas, mas também para o consumo de tantos outras coisas na nossa vida. Se quiséssemos viver de consciência tranquila, penso que teríamos que voltar lá bem atrás no tempo. 

21.1.15

Nostalgia

Nesta saga de entreter bebés a pessoa dedica-se a cantar todas as músicas que se lembra...e quem me conhece bem sabe que eu tenho uma excelente memória para tudo o que são músicas, gingles e genéricos. 

A minha cabeça arquiva um sem-número de músicas que nem eu própria queria saber (sim, Tony Carreira e outros incluídos).

Um destes dias dou por mim a cantar qualquer coisa que não conseguia identificar o que era. Com a ajuda de mon mari cheguei aqui...e que nostalgia me bateu ao ouvir isto. 



https://www.youtube.com/watch?v=0lyKg5dc5J4 (link caso não vos apareça o vídeo anterior)

Mais alguém aí se lembra?

20.1.15

Flair

Há largas semanas que já queria ter falado aqui do Flair, mas entre festas, viagens e regressos, ficou um pouco perdido na minha timeline mental.

O Flair é mais um dos restaurantes de Lyon que vale a pena visitar na categoria qualidade/preço. É um restaurante bistronomique que mistura sabores franceses e asiáticos, ou não tivesse também um chef oriental (confesso que não sei ao certo de onde é). 

Já não me lembro o nome do que comemos, mas estava bastante bom...tão bom que o prato principal ficou por fotografar.




O Flair é dos poucos restaurantes que está aberto ao sábado ao almoço e habitualmente tem apenas um empregado-simpático-speedy-gonzalez para dar conta de tudo.


Ao almoço o menú entrada + prato + sobremesa fica por 18€ (mas em comparação com os 18€ do L'Ourson qui Boit, este fica bastante atrás). É, no entanto, uma excelente opção para quem quer fugir das turísticas brasseries e comer algo com um pouco mais de sabor.

Foi a segunda vez que lá fui e creio que voltarei uma terceira.


Flair
84 rue de la Charité (perto da estação de Perrache)
04 72 56 06 31
Aberto de terça a sábado

http://www.restaurantflair.com/infos.html

12.1.15

França não é só Paris

E Lyon também quis passar uma mensagem de esperança numa semana negra para a história do país. Olhar para o céu e "ver a paz" deixou um sorriso nos nossos rostos. 


6.1.15

No tempo

A minha filha tem olhos expressivos. Olha-me e olha o mundo com a curiosidade típica de uma criança que tem tudo para descobrir. A minha filha pára de mamar para me dar sorrisos rasgados, como quem diz "ainda bem que estás aqui mamã". E eu tenho tanto medo de não conseguir registar para sempre estes momentos na minha memória. 
Daqui a uns 15 anos os seus pequenos olhos escuros e estes sorrisos doces serão apenas uma névoa. Ah se os meus olhos pudessem tirar fotografias...

3.1.15

Ressaca emocional

É isso que sinto quando regresso de Portugal e me vejo longe dos meus.

(Ah, e também ressaca dos doces do Natal)

31.12.14

E a passagem de ano?

Não gosto. Não me divirto. Não acho piada.

Acho que a culpa é dos meus pais que também nunca gostaram e que me incutiram esse espírito. Passavam-se anos e anos em que ficávamos em casa e acabou por se tornar numa data que não me diz muito (ao contrário do Natal).

Este ano será um pouco mais especial por ser a primeira passagem de ano com a Eva.

Adeus 2014, foste um ano fantástico*!


*Espero em breve conseguir fazer aqui a retrospectiva de 2014.

27.12.14

Pausa para aquecer o coração

No Natal voltamos às origens, à nossa terra, à nossa família, ao calor e ao cheiro das lareiras, ao azul do céu como só existe em Portugal. Gosto muito de receber presentes (sou mesmo criança nesse aspecto), mas gosto mais ainda disto que nos aquece o coração e a alma. 






19.12.14

Então e a festa das luzes?

Fomos. E a Eva também foi. E dormiu praticamente o tempo todo, mesmo debaixo de fogo de artifício.

Não há festa das luzes como a primeira que vemos, pelo impacto de quem não conhece, portanto, a de 2012 vai ficar na nossa memória, mas a deste ano não esteve nada mal (pas mal, como dizem os franceses). E ainda esteve menos frio que no ano passado.

Aqui ficam algumas imagens do que se passou por aqui (estão com um grande delay, eu sei, mas isto de ter filhos tira-nos muito tempo!):


















A qualidade das fotos está assim para o mau porque resolvi não verificar a bateria da máquina fotográfica, et voilà, não estava carregada! Tive que me servir do telemóvel (mas dá para terem uma ideia).