3.1.14

Love the burn

1º treino do ano done: aula de rpm. O professor resolve acrescentar mais duas músicas porque há por aqui muito gordura para queimar!

Ia tendo um treco. Estou muito em baixo de forma, não só pela paragem para as festas, mas porque acabei o ano com uma lesão na coxa que me afastou quase um mês do ginásio. 

E o que eu sentia falta de ir! Esta coisa de gostar do desporto entranha-se...e é bom!

Agora é voltar com tudo porque há grandes objectivos no horizonte!

23.12.13

Basta um segundo

E a vida fica virada do avesso.

2013 tinha sido um ano bom. Um ano cheio de coisas novas, de sorrisos e gargalhadas.

2013 resolveu deixar de ser bom mesmo na recta final. Quis deixar-nos uma marca profunda, dolorosa.

Que em 2014 tenhamos força para voltar a colocar outra vez a vida do direito.

17.12.13

Mudei!

Os amigos diziam-me "é difícil achar o Macarons&Croissants, é um nome difícil de escrever. Muda rapidamente o nome do teu blog para algo mais simples".

E eu, que sou uma pessoa que ouve os conselhos, aproveitei que os amigos estavam reunidos e fiz um brainstorming (podes sair das agências, mas as agências não saem de ti!).

Em menos de um minuto o nome foi logo escolhido. Nada assentaria melhor ao blog do que o meu hashtag preferido do instagram #assimvaiacidade.

E assim, ainda antes de entrar no novo ano, 2013 acaba com uma mudança. Espero que continuem aí desse lado comigo!


Tecnologias

Sabes que estás a utilizar demais iPhones e iPads quando tocas no ecrã do teu computador portátil e tentas que ele faça cenas! 

13.12.13

Se isto é um homem

E a propósito do post anterior, lembrei-me do início de um dos livros que mais me marcou "Se isto é um homem", do Primo Levi

“Vós que viveis tranquilos
Nas vossas casas aquecidas,
Vós que encontrais regressando à noite
Comida quente e rostos amigos:
Considerai se isto é um homem   
Quem trabalha na lama    
Quem não conhece a paz
Quem luta por meio pão
Quem morre por um sim ou por um não.

Ser voluntário é...#2

...conviver com histórias de vida que nos fazem pensar.

Este semana conheci o A. É Afegão, ainda não atingiu a maioridade mas fala como se já tivesse para aí 30 anos. Tem aquela astúcia de quem aprendeu a desenrascar-se sozinho.

Aos 16 anos partiu de país em país, clandestinamente, até chegar aqui. Aprendeu a língua na rua. Já percorreu quase todo o país.

Pergunto-lhe se tem vontade de voltar um dia ao Afeganistão. Diz rápida e peremptoriamente que não. Dá para imaginar o que é não querer voltar à nossa terra?

Pergunto-lhe porquê. Ele diz que lá não podes ser uma pessoa normal. Levar uma vida tranquila.

"Lá não temos a barriga cheia como aqui, por isso temos que lutar. Se não atacas, és atacado. És obrigado a escolher a que grupo pertences para conseguir sobreviver. Ter uma metralhadora na mão faz parte do nosso dia-a-dia".

Ele ainda não sabe se vai ficar por aqui ou se vai continuar caminho, mas tudo o que ele quer é uma vida normal, essa, da qual oiço tantas vezes pessoas a queixar-se.

Janela virtual

Tenho para mim que se tivesse que eleger o melhor amigo do emigrante, assim à primeira vista, seria o skype.

Fête des Lumières 2013

Acaba de terminar o evento mais importante do ano em Lyon: a Festa da Luzes. 

Reza a lenda que esta grande festa de luz (e mais recentemente de cor e movimento) começou quando a peste negra assolou a Europa. Nessa época os lioneses pediram a protecção da virgem Maria para os livrar, literalmente, do mal. 

Uma vez que a cidade foi poupada à doença, como agradecimento, os habitantes fizeram uma peregrinação à Basílica de Notre-Dame de Fourvière. 

Séculos mais tarde, depois da virgem ter livrado os lioneses de muitos outros males ao longo dos tempos, estava previsto o lançamento de um fogo de artifício em horna de Maria, mas nesse dia choveu tanto em Lyon que foi impossível lançá-lo. Como alternativa os habitantes decidiram acender velas e lanternas nas janelas de sua casa...e assim começa a tradição.


Esta é a versão abreviadíssima de uma história com muitas variantes, sendo que nenhuma é exacta (quem conta um conto...). E como todas as boas tradições religiosas, com os anos acabou por se tornar comercial. 

Para a cidade de Lyon é certamente o ponto alto do ano, onde o número de pessoas chega a triplicar o da população habitual. Não há hotéis disponíveis, os restaurantes estão à pinha e os fabricantes de velas esfregam as mãos!

O que é certo é que, com as novas tecnologias, esta tornou-se uma festa espectacular e, apesar do frio que se faz sempre sentir (e da quase impossibilidade de caminhar nas ruas a abarrotar de gente) a verdade é que ano após ano a tentação de ver o espectáculo é maior do que a de ficar em casa.

E este ano foi mais ou menos assim:

Parque Tête D'Or versão dia e noite

Tunel da Croix Rousse
Fresco dos lioneses (a melhor animação este ano)
Palácio da justiça e Fourvière
Palácio da justiça

E por fim o vídeo daquela que é sempre a melhor parte do espectáculo: Place de Terreaux

(não sei porquê o vídeo não quer entrar. Então fica o link)







3.12.13

There's something about Christmas time

E para mim há mesmo. 

Tive a sorte de crescer numa família que sempre fez com que esta fosse uma época mágica. Tive uns pais que sempre me mostraram a importância das coisas, numa altura em que tínhamos pouco, mas que nunca deixaram de fazer surpresas, doces típicos e de me dar mimos, muitos mimos (somos assim, de beijos e abraços).

A partir desta altura lá em casa havia sempre a mesa posta com frutos secos, bolinhos e alguns chocolates. O cheiro da canela com açúcar condiz com as minhas lembranças.

Depois veio o casamento, e com ele uma família maior e não tão ligada a estas coisas. Em casa da sogra nem sequer costuma haver árvore de Natal (um sacrilégio para mim!). Casada com um Grinch, tenho que lutar todos os anos para continuar a manter a magia deste mês que tanto gosto.

E não, para mim o Natal não são (só) os presentes. Mas quem não gosta de os receber?!

Natal é aquilo que construímos. É ir para o Alentejo, passar os dias à volta da lareira, a casa cheia. Um monte de conversas cruzadas e gargalhadas. Todos à volta dos tachos ou da mesa. Natal é família. Família que se dá bem e que gosta de estar junta, sobretudo agora que está tão longe.

E a minha casa já se vestiu para receber o Natal.