27.2.13

Lyon do meu ponto de vista

Gosto de Lyon, acho que já aqui o disse. 

Gosto de caminhar pelas ruas (quando a temperatura está acima dos 10ºC, vá). Gosto de parar numa das várias pontes e ficar a olhar para o Rhône e para o Saône. Gosto de contemplar a colina de Fourvière, com a sua igreja que parece que vai cair lá de cima. Gosto, sobretudo, de uma Lyon com sol.

Caminho muitas vezes a olhar para cima e para baixo, atenta aos detalhes que compõem esta cidade, e ao flanar por aí iniciei um hastag no meu instagram intitulado #assimvaiacidade. Para quem não tem instagram, aqui ficam algumas das fotografias de Lyon:

















24.2.13

...

Ouvir mon mari a ver The Walking Dead é como se estivesse a ouvir pessoas constantemente a vomitar à minha volta. Acho que até me dá volta ao estômago!

Coisas banais

Porque para a vida retomar a sua normalidade no estrangeiro é preciso voltar a ter rotinas, fazer coisas banais. Uma delas é ir ao cinema.
Assim, decidimos começar por um filme americano na sua versão original, mas legendado em francês. Fomos ver o Django.
Um bilhete de cinema aqui custa 10,50€ (preço normal) e 7,60€ (preço estudante - eu!). Quanto às pipocas, não chegam nem de longe nem de perto às dos cinemas portugueses e o pacote grande custa para lá de 6€. Mudam-se os tempos, mudam-se as realidades, mas é assim mesmo.

Depois da experiência em inglês, a 13anosdepois desafiou-me para arriscar um filme Francês. Fiquei um pouco apreensiva, confesso (será que vou perceber o que eles dizem?), mas adorei o convite e o facto de ter entendido o filme TODO. Fomos ver o Amour, um dos filmes mais premiados este ano e com uma linguagem bem acessível para uma debutante como eu.

Amour não é um filme de massas, é um filme bem francês, com tudo o que isso implica. Nos prémios César, os mais importantes do cinema Francês, o filme venceu nas categorias Melhor Actor (Jean-Louis Trintignant), Melhor Actriz (Emmanuelle Riva), Melhor Filme, Melhor Realizador (Michael Haneke) e Melhor Argumento Original.

19.2.13

Voltar à escola é...

...também trazer T.P.C ou os, comummente aqui chamados, devoirs. E todos os dias tenho trazido vários: ele é fichas, ele é textos, ele é pesquisas. Todo um conhecimento por adquirir e ainda me falta tanto para chegar lá. Isso explica porque tenho andado tão "calada".

14.2.13

Esquizofrenia do dia

Dizer à colega chinesa em português:

- carrega aí no interruptor

Podem imaginar a cara dela!

PS - O contrário também já aconteceu. Se calhar também devia começar a aprender mandarim e matava-se dois coelhos duma cajadada só.. 

Embate cultural #2

A felicidade da minha colega chinesa por ter facebook. 

Para nós é um dado adquirido e normalíssimo, mas na China é proibido, isso e o YouTube...acho que ela se está a sentir um pouco mais livre!

13.2.13

Se calhar falei cedo demais

Parece que afinal houve um erro e a partir de amanhã a jornada de 5ª começa às 8h, o que implica acordar às 6h30 [suspiro].

10.2.13

Lyon e os cafés #4

E já que estamos numa de cafés, há um do qual ainda não falei e merece porque está na categoria dos favoritos para um chazinho das cinco com as amigas, o Little.

O Little, como o nome indica, não é um espaço muito grande, mas está na categoria dos acolhedores. Com umas janelas enormes, recebe a escassa luz de inverno que por aqui se faz sentir e consegue manter na perfeição o equilíbrio entre o moderno e o antigo. Mas o detalhe que mais gosto, não fosse eu uma gulosa do pior, é aquela montra carregadinha de cupcackes e outros bolos feitos ali mesmo. Claro que o sabor dos famosos bolinhos americanos não chega aos calcanhares dos que já comi noutros locais (Magnolia bakery 4 ever!), mas para Lyon não está nada, nada mau. Este é daqueles onde irei voltar certamente.







9.2.13

Lyon e os cafés #3

Se há coisa que eu já gostava em Lisboa era descobrir cafés acolhedores, sítios daqueles que nos façam ter vontade de ficar por lá sem ver as horas passar, espaços agradáveis, bem decorados, com bom serviço e ambiente. Em Lyon continuo essa busca, sendo que há toda uma nova cidade por descobrir. A acrescentar a isso, há o facto de fazer realmente frio la fora (muita vezes neve mesmo) e descobrir lugares assim torna-se ainda mais reconfortante.

Há algum tempo que andava para conhecer o Kaffee Berlin, e como sou uma pessoa de ideias fixas, não descansei enquanto não entrei. 
Gostei do espaço, embora não tenha aquele cheiro a lavadinho (aqui em França é difícil!). O atendimento foi simpático, embora um pouco lento e, apesar da carta mostrar uma grande variedade de bagels, quando perguntámos se podíamos comer um, a resposta não se fez demorar "desolé ", mas comida só depois das 18h. WTF?! Enfim, já devia estar habituada a isto por aqui!

Como qualquer café berlinense que se preze, o ex-libris do espaço são as cervejas de "vários e variados" tipos e não é de estranhar que a partir das 18h/19h o espaço se comece a encher de jovens estudantes acabadinhos de sair da universidade que fica mesmo ao lado. 

Não achei que seja um daqueles café para sair com as amigas numa tarde fria, mas sim um espaço cool para ir com a malta beber uns copos depois do jantar.






O poeta

Já dizia essa espécie de poeta popular:

“Cai neve em Nova Iorque
Há sol no meu país
Faz-me falta Lisboa
P’ra me sentir feliz”

Oh cidade cinzenta esta Lyon! Lisboa cheia de sol e diz que Janeiro foi o mês mais cinzento dos últimos 60 anos aqui.